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ProArt apoia evento que promove a valorização da autoestima para mulheres com câncer

Outubro Rosa está com tudo! Na última segunda-feira (13), aconteceu o projeto “Autoestima em Click”, no setor de oncologia da Santa Casa, em São Paulo (SP). Apoiado pela ProArt com doação de pincéis de maquiagem, o evento trouxe profissionais da beleza para maquiar e valorizar o amor próprio de mulheres que estão passando por tratamento quimioterápico e também para acompanhantes de pacientes. Depois de receberem maquiagem, lenços e brindes, elas tiravam fotos e recebiam a recordação na hora.

Precursora do evento, a cabeleireira e visagista, Andréa Romano, levou profissionais de beleza e alunas de visagismo da Universidade Cruzeiro do Sul para maquiar e incentivar a vaidade nas pacientes do hospital. “Muitas pacientes tinham resistência”, disse Andréa. “Não queriam tirar foto. Muitas negam a vaidade e o espelho. Mas quando algumas vieram e participaram, e desceram novamente para o setor de tratamento, falaram com as outras e logo várias subiram para participar também.”

f1p  A paciente Dona Zara (dir.) abraça Helena Diniz, voluntária do projeto que a maquiou

O lado delas
Andréa, que já tem um projeto pessoal chamado “Contribua com Estilo”, que proporciona perucas às mulheres em quimioterapia, quis aproveitar esse evento para incentivar a maquiagem. A paciente Noêmia, 56 anos, saiu do prédio com um lindo batom rosa. “Gostei muito. A gente precisa dessas coisas”, contou ela, que estava feliz por ter inclusive acabado de receber alta da radioterapia.
Esse é o caso de Maria do Rosário, também com 56 anos. Em tratamento desde dezembro do ano passado, faltam apenas três sessões de quimioterapia, mas a comemoração já tinha começado. “Meu marido está me esperando lá embaixo e nem sabe que eu estou aqui. Vou fazer uma surpresa pro ‘véio’”, revelou. Dona Zara, como é conhecida, descobriu o tumor no final do ano passado, mas nunca se desanimou. “Durante a virada do ano foi muito difícil. Todos estavam muito tristes, mas eu dizia ‘Eu não quero morrer!’. Então fiz uma proposta pra eles: quando o médico me der alta, eu vou agradecer a Deus e fazer um forró daqueles para festejar”, celebrou.

Maria Aparecida considerou o evento um grande presente, pois no dia anterior tinha sido seuaniversário. “Foi maravilhoso. Eu sou vaidosa, sempre fui. Nada me abala, vou de maquiagem até para cirurgia.” Ela teve um câncer de mama há nove anos, fez tratamento, mastectomia total nas mamas, e se recuperou. Esse ano, porém, começou a sentir muita dor nas costas e perder a sensibilidade nos braços, até que descobriu que o câncer de mama havia migrado para as costas. Começou o tratamento novamente e, apesar de tudo, já viu melhora e está muito confiante. “A fé e a autoestima ajudam 100%. Não é só na alegria interior, ajuda a curar a doença, mesmo” diz ela. “Por isso eu falo: vai confiante, vai com um batom, vai de rímel!”

f2pA paciente Maria Aparecida sorri ao lado do médico cirurgião Carlos Elias Fristachi, da Santa Casa
A autoestima cura
O médico cirurgião Carlos Elias Fristachi, Chefe do Serviço de Oncoginecologia e Mastologia do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, da Santa Casa, aprova o evento. Ele acredita que elevar a autoestima é muito importante para as pacientes e frisa que esse tipo de ação não pode acontecer só nesse mês, com o Outubro Rosa, mas sim ser incentivada. “[Trabalhos como esse] têm que ter o ano inteiro”, disse o médico.
A cabeleireira e estudante de visagismo e cosmetologia Luciana Tinoco foi uma das profissionais voluntárias que maquiou as pacientes. “Sou sempre a primeira a aceitar participar de projetos com a Andréa”, contou ela. “Acho que, além de fazer bem pra elas, faz bem para a gente. O que fizemos hoje é uma forma de carinho, um afago. Que elas possam ter os cinco minutos delas de estrela, ser vistas como mulher, e não como uma paciente ou um número de prontuário.” Para um profissional de beleza, Luciana frisa que esses projetos são meios de passar o que se aprende de forma positiva.
 O responsável da divisão profissional de eventos da Taiff, Sebastião Motta, e a coordenadora nacional da Taiff VIS, Adelice Oliveira, também foram voluntários e ajudaram na ação do projeto.